terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pinto Educativo II

complementando o post anterior, já que apareceu um povo do EaD por aqui

O que me irrita é a exaltação e o deslumbramento com tecnologia, e uma postura condescendente que acha que ela pode ajudar gente mais burra ou relaxada (devem usar outras palavras, tipo "de outros contextos sócio-culturais", o que faria sentido se estivessem se referindo a índios em ilhas geograficamente isoladas) a se interessar ou adquirir confiança para aprender certo conteúdo.

As vezes me parece que alguns centros de EaD se acham o google ou uma empresa de automação, pesquisando técnicas, investindo em laboratórios e estúdios. Acho que precisa de cuidado ao relacionar isso com ensino.

Me parece óbvio que não grande relação entre técnica e qualidade de ensino. Meus melhores professores provavelmente nem pensam em 'didática'. Eles agem intuitivamente e se valem do bom senso. Acho que o domínio do conteúdo e a personalidade do prof. são infinitamente mais importantes do que a sua capacidade de usar uma técnica de ensino ou seguir certa metodologia. Os professores mais preocupados com didática são frequentemente os mais inseguros, e tem dificuldade para se relacionar de uma forma mais natural com os alunos.

Não tô falando que prof. não reflete sobre como ele dá a sua aula, mas isso é diferente de pensar em técnicas. Um prof. provavelmente ganha mais refletindo sobre o que ele vai falar ou escrever do que considerando se ele usa um quadro-negro, powerpoint, ou um holograma. O tempo que ele perde formatando um texto seria com certeza mais bem empregado revisando ele.

Alguns conteúdos específicos, geralmente de ordem técnica, podem ser compreendidos mais rapidamente dentro de um software do que num livro, mas pra mim isso é algo que cabe aos professores daquele conteúdo lidar com isso, e não devia ter nada a ver com um núcleo de ensino a distância.

Eu posso entender que uma empresa queira automatizar o seu sistema de capacitação, usando o moodle e video-aulas pra diminuir os seus custos com instrutores.. mas o ensino superior tende a ser mais complexo que a capacitação pra usar um software ou uma máquina.

Só porque o ensino não é presencial não justifica esse investimento todo em tecnologia.
Que tal investir mais em professores? Precisa criar tanta confusão só pra possibilitar que um prof. troque emails e arquivos com pessoas distantes?

Uma lista de discussão banal que qualquer pessoa cria em 5min pode facilmente resultar num aprendizado melhor do que um espaço virtual no Second Life com uma área especial no metaplace com apoio de posts no twitter e apresentações multimedia e video-aulas com capacete de realidade virtual... contanto que o prof. encarregado de responder emails e enviar textos pela lista de discussão seja bom. Garantir que esse prof. seja bom me parece fazer muito mais sentido do que toda a pesquisa tecnológica que o EaD tem condições de fazer.

não quero dizer que todo o EaD tem esses problemas. É só algo que me chama a atenção com base no contato limitado que tive. Claro que, no geral, o EaD funciona em vários lugares de uma forma mais coerente. Acho legal que professores recebam mais dinheiro e espaço pra interagir com EaD. O que me incomoda é a ênfase na tecnologia, que parece estar na moda.

Eu discuto tecnologia. Isso é um blog, olha que tecnológico! Não tô mandando extinguir o EaD em todo o mundo, quem entendeu isso aqui é doente e acredita que nunca nada de negativo pode ser comentado que tangencia o EaD de alguma forma. Tomara que o EaD cresça e leve a educação para todos. Mas pelamor de Baphomet que ele faça isso sem falar em jogo e cinema educativo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Educativo é o meu pinto

Em uma semana recebi 2 comunicados a respeito de ofertas de trabalho ligados ao ensino à distância, um em cada das minhas áreas: jogos eletrônicos e cinema.

O primeiro foi de uma empresa chamada "Camino Educação Interativa" atrás de alguém "que tenha trabalhado com 'narrativa interativa' aplicada a games". O site da empresa, repleto de slides no melhor estilo "stock-powerpoint" (bullet points + fotografias licenciadas [tipo Corbis ou Getty Images, famosas por certa 'estética executiva']), exaltava o poder de "jogos educativos" na promoção de uma "educação impactante". Ele também mencionava a necessidade de preparar educadores para a web 2.0 (o que seria isso? Treiná-los a usar o twitter? Minha visão sobre a web2.0 aqui).

O outro foi do professor de ensino à distância do meu curso de cinema. Tratava-se de uma bolsa PIBIC para pesquisar o "Cinema Educativo no Brasil e em Portugal" e "metodologias de produção de documentários audiovisuais que possam servir como instrumentos de pesquisa na avaliação dos cursos de graduação a distância". Percebam a complexidade: para fazer uma avaliação, instrumentaliza-se uma metodologia. Vamos tentar mais uma vez: É pra usar um método como um instrumento (de pesquisa!) para avaliar algo. Descobri como se consegue verba pra PIBIC! É só usar uma metodologia de conjugação de palavras-chave, tais como 'ensino', 'método', 'pesquisa', 'avaliação', e instrumentalizá-la na redação de um projeto.

Jogo educativo, filme educativo. E eu que acho que o problema das aulas é elas serem "educativas". Se ninguém aprende nada direito em aula, imagina usar jogos e filmes para fins didáticos? Trata-se de um meio de drenar o pouco de cultura e vida que alguém poderia absorver com eles.

O fato do email da Camino mencionar "narrativa interativa" mostra a gravidade do problema. Não fosse por isso, eu poderia imaginar jogos elementares para fins específicos, como meio de auxiliar a memorização de objetos coloridos ou para crianças treinar operações de soma e subtração. Dizem que palavras-cruzadas ajudam a aumentar o vocabulário, mas eu acho mais divertido ler um dicionário. Há o mito de que xadrez melhora o raciocínio lógico, mas nenhum grão-mestre demonstrou capacidade de usar o seu raciocínio superior para qualquer coisa que não fosse jogar xadrez. Eu posso dizer que aprendi sobre armas medievais com a série Total War, mas esses não seriam exatamente classificados como jogos educativos.

E o cinema? Vídeos DIYS (do-it-yourself) do youtube podem ser chamados de educativos. Talvez uma boa metodologia pra esse cinema seja fazer vídeos de até 1 minuto sobre como consertar uma geladeira e jogar eles na internet. O problema, em jogos ou filmes (uau, nem acredito que há uma coisa em comum entre os dois. Pensei que nunca encontraria!), surge quando eles pretenderem ensinar qualquer coisa "de nível superior" - raciocínios abstratos e complexos que exigem grande reflexão. Tudo bem, tecnicamente você pode colocar qualquer informação em um jogo ou filme. Dá pra filmar um livro página a página, ou colocar um livro virtual em um jogo. Mas daí não é cinema ou jogo. A idéia pro trás do uso de tecnologias para o ensino é a de usar linguagens específicas de meios como jogos e cinema para criar um contexto mais estimulante ("impactante", a palavra que o Caminho usa). O problema é que não tem nada essencialmente impactante em uma linguagem. Ninguém se sente mais motivado só por causa de imagens se mexendo ou a constatação de que apertar um botão gera uma ação em uma tela. O filme/jogo precisaria ser bom antes de ser didático, ao mesmo tempo em que o fator didático facilmente o impediria de ser bom.

Conforme o assunto, o uso de imagens, sons, ou capacidade de gerar simulações pode ajudar muito o aprendizado. Mas isso é algo que ocorre naturalmente, articulado pelos especialistas em cada assunto, e não requer nem a pesquisa nem a presença de um educador à distância ou de um campo de ensino à distância. Para fazer um software de simulação de vôo você precisa de uma empresa de software e de engenheiros e pilotos de avião. Se é pra ter um mané fazendo um meio-campo entre todo mundo, este já é a porra do designer.

Menos mal quando se admite as limitações de educação à distância e se defende ela com base em argumentos em prol da democratização do ensino. No sentido de uso da tecnologia para levar o conhecimento a lugares pobres e distantes, por exemplo. Mas precisa de uma "educação à distância" pra isso? Não dá pra dar só um upgrade no ITs (centros de "information technology" que existem em todas as instituíções desde a década de 60. Na UFSC é o NPD). Pra que ficar torrando bolsa PIBIC e construindo centros gigantes e pagando mil salários de toda uma pseudo-especialização nova? Não dá pra pegar essa grana e comprar passagens pros professores irem pessoalmente nos lugares "desprivilegiados"? E um estagiário do NPD pra digitalizar e tornar público a porra do conteúdo da universidade (parecido com que o MIT fez) ? Filma as palestras e joga no youtube! Alivia o imposto das lan houses! Constrói uns ônibus-escola! Não é possível que não consigam pensar em formas mais inteligentes de democratizar o ensino. Manda o pessoal das novas mídias fazer um brainstorm caralho.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A Era dos Goiabas

Nunca foi tão fácil prum nerd conseguir uma garota. Décadas de Woody Allen, filmes indie como Napoleon Dynamite, produções de Kevin Smith, popularização de games, etc deram charme aos losers. E agora o golpe final: estão matando os garanhões.

James Bond, antes um Sean Connery que pegava 3 agentes gostosonas por filme, enganava elas, e ainda debochava (em cena do Dr. No ele verifica o horário no seu relógio de pulso no meio de uma transa com uma jamaicana selvagem) gradualmente se tornou o corno inseguro de Casino Royale.

Imagine 20-30 anos atrás alguém falar que o novo Bond parte da motivação dele para descobrir porque sua amada o traiu (premissa de Quantum of Solace, novo Bond em pós-produção). Quando até James Bond se apaixona e é enganado por mulheres (e não estamos falando de um detetive durão seduzido por uma femme fatale como no noir, embora dê pra fazer paralelos narrativos, mas de algo construído de forma mais sentimental, relacionado ao amor ao invés do sexo, lidando com as inseguranças do personagem ao deixar ele meio boiola).

Agora em Batman a mocinha renega o playboy-bilionário-herói CAVALEIRO DAS TREVAS pra ficar com o paladino branco. O estilo fofoninho do moço comportado e compromissado de Harvey foi mais apetitoso pra ela do que Bruce Wayne com seu calabouço e carros esportivos. Outro filme no cinema, Wall-E, é uma história de amor entre robôs onde o macho é uma lata velha suja e quebrada que passa o filme todo correndo desesperado atrás da robozilda que parece um e-vibrador da apple.

Garotos andrógenos parecem conseguir mais garotas do que caras bombados, os Emos (bando de homosexual) pegam mais meninas com sua gayzisse do que metaleiros machos e viris (alias só o fato de surgir algo como o "movimento" Emo tem que ser sinal de alguma coisa).

O homem seguro e normal não pode passar perto de um parque de crianças sem ser vítima de olhares maldosos de mães que o enchergam como um pedófilo em potencial, pronto para exercer violentamente o seu patriarcado falocêntrico. Só em Floripa eu já fiquei sabendo de dois professores que sofreram processo de assédio sexual, aparentemente só por terem uma personalidade que as vezes ousa ser masculina.

Dr. David Thorpe escreveu sobre isso de forma bem mais engraçada, como uma paródia dos guias de relacionamento. As Dating Tips dele invertem tudo, partindo da suposição de que a maioria das mulheres não se sentem mais atraídas por confiança, carisma, e dentes perfeitos.

"In a woman’s eyes, confidence is a cheap parlor trick employed by third-rate “pick-up artists.” The very concept is tarnished"

"(...)striding purposefully up to a woman is
out. Making intelligent and interesting conversation is passé. The modern seducer has moved past these things, and must approach a woman as if he is a terrified, autistic shut-in"

Ainda não tive oportunidade de testar as cantadas que ele sugere (as primeiras 'bolinhas' que aparecem aqui) mas algo me diz que, apesar da avacalhação do artigo, hoje elas dariam mais resultado do que frases carregadas com toda a sagacidade do mundo.

sábado, 10 de maio de 2008

Falsa Loira

Fui ao cinema ver esse filme porque nunca vi nada do Reichenbach, ou 'carlão' como o chamam muitos cinéfilos carentes querendo mostrar intimidade (embora eles devem mesmo ser mais íntimos do Reichenbach do que de qualquer pessoa que conheçam pessoalmente).

Ingenuamente pensei que o pior que poderia acontecer era ver um filme lento ou metido a besta. Afinal, um cara com 40 anos de carreira que já fez mais de 20 filmes deve pelo menos ter alguma noção do que está fazendo atrás de uma camera, certo? Ele saberia como decupar as cenas, extrair (ou possibilitar?) do elenco boas atuações, trabalhar um roteiro de modo a construir situações que não pareçam didáticas, artificiais, etc.

Mas falando desse jeito até parece que nunca passei por um Veias e Vinhos, de João Batista de Andrade. A verdade é que, independente da experiência de um diretor, alguns deles são capazes de fazer alguma merda monstruosa que te faz questionar toda a fama e mérito do cara. É impossível evitar indagações do tipo: será que seus melhores filmes não devem o seu sucesso ao trabalho de outros artistas envolvidos neles? Será que contexto/circunstância é algo capaz de passar por cima da falta de competência/talento de um diretor e gerar um bom filme? Ou a hipótese mais tosca: serão esses diretores vítimas de uma doença degenerativa do cérebro?

A premissa de Falsa Loira já esbarra em um sério problema, cientificamente demonstrado nesse gráfico da Suspensão da Descrença (ou coerência interna, verossimilhança, como queiram chamar).

A primeira metade do filme é quase toda de exposição, composta por várias cenas de diálogos dolorosos (talvez mais pelo texto e a forma de filmar do que por culpa dos pobres atores) que causam um profundo constrangimento. Não ocorre nada de significativo para a narrativa salve a aparição caricata de um advogado sinistro com uma proposta do mal para o pai da loira.

Na início da segunda metade, me assustei ao constar que até a gravação de uma cena sem diálogo de pessoas se divertindo num show conseguiu ser completamente sem vida (parecia um dvd genérico de 'registro de show' dessas bandinhas pop, alternando planos abertos do público de patys pulando com imagens da banda e da cara do vocalista). Foi nesse momento que minha paciência chegou no limite e eu saí do cinema, mais puto com os R$2 que gastei pra ver o filme do que com os R$8 que volta e meia jogo fora pra sofrer diante de um blockbuster ruim baseado em quadrinhos / série de tv. Esse gráfico mostra como funciona o processo que leva uma pessoa mentalmente saudável a abandonar um filme no cinema:
Com diálogos ruins, entenda-se puramente expositivos e/ou que as vezes evidenciam de modo grosseiro o 'discurso' do filme.
Com camera preguiçosa, entenda-se continuamente deixar os atores falando meia-hora num plano aberto sem cortar ou mover a camera (sem que isso visivelmente faça parte de uma proposta estética que tenha a ver com o conteúdo do filme).
Com imagens inúteis, entenda-se pobreza visual, uma tendência de passar pouca informação através das imagens (transferindo a responsabilidade para os diálogos, tornando eles piores ainda). A exeção do Falsa Loira é o início do filme, onde a sequência de dança é bem interessante.

quarta-feira, 5 de março de 2008

web 2.0 chupa ânus

Vejam esse video: http://www.youtube.com/watch?v=6gmP4nk0EOE

É um espécime perfeito de como a "web2.0" é vendida.

web2.0 é um conceito vago cheio de hype e não indica essencialmente nada de novo. A existência do youtube não vem de nenhuma nova e milagrosa linguagem de programação, é algo que surgiu naturalmente em consequencia da popularização da banda larga, celulares que gravam video, placas de video que captam a TV. FlickR e afins surgiram em virtude da proliferação absurda de cameras digitais. Portanto, os serviços ao qual esse discurso da web2.0 alude não são frutos de nenhuma modificação da web em si, como se o tal XML fosse responsável por tudo isso. Esses novos padrões do consórcio WWW são mais pequenas consequências do que grandes catalisadores de mudança.

Não há nenhuma nova socialização mágica da produção de conteúdo web... qualquer retardado sempre pôde colocar merda na internet com facilidade desde o início dos anos 90 (a era do geocities, tripod, etc). Realmente novas tecnologias trouxeram algumas facilidades (agora ao invés de baixar um programa idiota que faz o site pra ti, basta entrar num site idiota e escolher um template. A diferença é que antes o resultado se chamava homepage, agora se chama blog.), mas nada que possa remotamente ser considerado uma "grande revolução", por mais útil que seja a wikipedia pra fazer trabalhos escolares em cima da hora. As "formas de interação" na web permanecem basicamente as mesmas, com pequenos novos atalhos e várias frescuras de utilidade duvidosa.

Embora a circulação de videos, fotos, e a maravilha dos meios de baixar software e filmes fazem o passado parecer um distante estágio primitivo, acredito que em certos aspectos dá até pra ousar pensar em um empobrecimento da comunicação na web (mais num sentido sociológico do que de possibilidades técnicas). Eu por exemplo sinto falta dos webrings (agrupamento especializado de sites, mantidos por um aficionado no tema) e do mIRC super-populoso. Hoje o processo de busca parece mais impessoal, dirigido puramente por algorismos do google (não que eu trocasse eles por webrings toscos, mas é um exemplo como certas coisas com potencial deixaram de existir, ou quase).

A dinâmica do mIRC, com ruas redes e canais, era na minha opinião mais coletiva e fiel a princípios idealistas da web do que todos os IMs (icq, msn..) multiplicados pelos sites de relacionamento (orkuts, myspace..). A comunicação hoje parece mais restrita a grupos de conhecidos e contatos diretos, enquanto antes parecia mais natural conhecer pessoas e buscar doentes especializados em algo que te interessava. As mensagens particulares conviviam com um grande e permanente chat público, com o sistema de ops, tópicos, e todas as outras brincadeiras nos canais.

Não tô dizendo que era melhor antes. Não sofro de nostalgia do mIRC. Fui um dos primeiros a abandonar relay chat por instant messaging (meu numero de ICQ era lendariamente baixo). Mas o que interessa é que, conceitualmente, as formas de interação do mIRC eram mais sofisticadas e oferecem mais papo furado teórico do que 90% do blah blah blah em torno da Web2.0, e estamos falando de 1995.

No terreno de jogos online a década de 90 foi curiosamente mais humana e criativa do que nos últimos 8 anos. Um game designer famoso, Raph Koster, desenvolveu uma teoria chamada "Moore´s Wall" (brincadeira com a "lei de moore" referente à evolução dos transistores e usada frequentemente para se referir ao avanço absurdamente rápido da tecnologia) para explicar como que jogos produzidos hoje não só deixaram de criar novas possibilidades como até regrediram, numa perspectiva de design. O motivo que ele atribui a isso é curiosamente justo o avanço tecnológico. Frequentemente estamos mais preocupados em suprir os avanços e a compartilhar o hype do que se preocupar em criar e se comunicar da melhor forma possível.

A somethingawful tem 2 artigos inflamados sobre a web2.0:

http://www.somethingawful.com/d/news/web-20-synergistic.php
http://www.somethingawful.com/d/hogosphere/web-20.php

esses 3 paragrafos resumem mais ou menos o segundo texto, de autoria do Lowtax:

"The news stations love obsessing over Web 2.0 because it's yet another vague concept that defies conventional explanation and therefore makes their readers think they're smart when they hear about it.

the magic of buzzwordology, a practice allowing the news media to build artificial hype around an artificial concept designed by them, for them, with the goal of making them more money.

We're being sold on concepts manufactured by news advertising agencies, groups of people who aren't even sure what they're creating. In our world, the emperor not only has no robe, but his naked ass is called "clothing 2.0."

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

1 bilhão de fotos

fotos selecionadas de viagem epla europa: Picasaweb. Incluem algumas panoramicas GRANDES, tipo essa (lembrar de clicar na lupinha pra conseguir ver ela. Ninguém nunca vê a lupinha!!). E se alguém tiver fetiche por arame farpado há várias tipo essa também.

No fotki há bem mais fotos da viagem (só pra quem esteve na viagem ou está muito desesperado sem o que fazer, senão é melhor poupar tempo via Picasa) a não ser para ler alguns relatos emocionantes sobre como esse , ou aumentar sua cultura gamer nerd / ver como a ID Software financia a prefeitura, como aqui.

fotos de curitiba que incluem o Gil escalando um palco, a Dani entalada num ovo, o GBA e o Mitsuo exauridos depois de uma exibição num palco, podem ser vistas naquele primeiro link que eu fiz lá na palavra 'curitiba'.

Faltam muitas panoramicas, tanto da europa quanto de curitiba.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

teletransporte por favor

todos os cientistas do mundo deveriam ser forçados a fazer uns 2 meses de turismo por ano como motivação para levantarem suas bundas gordas e projetarem logo um aparelho que rompa o continuum físico do fluxo espaço-temporal, tornando os aeroportos obsoletos.

Na ida peguei uma fila assim:

Na volta, primeiro eu e a Naara tivemos a decisão pouco sábia de economizar 17euros de hostel "dormindo" uma noite no aeroporto.

Depois encontrei minha mãe e sofremos no metro lotado de Paris, carregando malas em pé até que deu problema no trem e tivemos que pegar outro. O aeroporto principal deles, Charles de Gaulle, é um lixo bem francês: bonitinho e cheio de frescura, mas desnecessariamente confuso e estupidamente desconfortável. Especialmente o terminal2, que tem menos serviços que o aeroporto de Floripa, e as cadeiras são mais pra enfeitar do que sentar (tirinhas de metal).

A VARIG está uma bosta especialmente fedida depois da falência. O avião deles para uma viagem de 11 horas é mais apertado que o da gol que peguei de SP pra Floripa. A carteira tem 2 posições: 85º (pior que reta: ela te deixa inclinado pra frente) e 92º (só pra dizer que ela reclina). Além da dificuldade natural de dormir sentado em posição ereta com os joelhos prensados contra a cadeira da frente, aeromoças passam de 2 em 2 horas te acordando pra saber se tu quer beber mais um copo de água. No vôo da volta não passaram nenhum filme (alias, nem vi uma tela onde pudesse aparecer um) e sequer deram headfone pra ligar naquelas merdinha com as estações de música.

Chegando em SP, descobrimos que os gênios da VARIG nos deram uma conexão que envolve pegar as bagagens (que demoraram pra caralho pra passar porque levaram elas pro lugar errado) e ir até Congonhas na tietê congestionada em menos de 1 hora. Lá trocaram nosso vôo por um da Gol que atrasou 4 horas. Pra ajudar os passageiros a passarem o tempo, esporadicamente inventavam que o avião iria para um terminal diferente, fazendo todo mundo mudar de lugar.

Enquanto em Paris tu nunca sabe o que diabos está acontecendo e tem que ficar imaginando coisas enquanto vê funcionários coxixando, em SP os aeroportos sofrem do exato oposto mal: excesso de comunicação barulhenta. Sem parar, vozes com sotaques desagradáveis berram num volume absurdamente alto diversos dados e nomes de pessoas, repetindo elas 3x ou 4x.

Quando eu crescer quero ser um terrorista pra sair explodindo aeroportos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

tropa de elite: fascista ou amoral?

pra quem ainda tiver interesse na polêmica de Tropa de Elite, fiz um apanhado das críticas que eu achei mais significativas (principalmente as do lado que eu discordo) e analisei elas pra disciplina de Análise Fílmica.

Ficarei feliz em enviá-las para quem pedir.

O filme é um prato cheio pra discutir narrativa. Meu interesse maior era ver como os críticos descreviam ela (identifiquei 2 modos principais) e que sentidos atribuem (interpretações opostas pra cada modo). Isso passou pela discussão de fascismo (o filme é amoral ou endossa características fascistas?).

Fiz isso com tropa de elite não pelo fator político, algum interesse em fascismo, mas simplesmente porque havia disponível mil críticas boas e antagônicas pra trabalhar em cima.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

PROMOVENDO A CULTURA!!!

Eu já havia postado isso no forum do cinema mas vou registrar aqui também:

Tive a honra de participar recentemente de duas digníssimas iniciativas voltadas para a promoção da produção e cultura audio-visual. Uma de iniciativa privada da multi-nacional Samsung e outra o famoso Festival do Minuto, patrocinado pela Petrobrás, cujos videos indicados percorrem 200 pontos pelo Brasil, sendo assistidos por 90mil pessoas.

Abaixo, os fantásticos vencedores que levaram prêmios e honras por seus trabalhos que se destacaram acima da numerosa concorrência. Para vocês verem como eles realmente mereceram sua glória e fortuna (o premio da samsung era um PC de 15 mil reais), vou colocar junto uma amostra de outros videos (inclusive alguns que eu enviei, pois tenho preguiça de pesquisar outros) para que vocês possam fazer uma comparação e constar a superioridade dos ganhadores.

FESTIVAL DO MINUTO

Tema: Acabou a Gasolina.

1ºLUGAR- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1157
2ºLUGAR- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=664
3ºLUGAR- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=767

Exemplo de videos que não ganharam:

http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1156
http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1149

Tema: Até 10s

1- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1438
2- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1550
3- http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1601 (sim, é do mesmo cara que tirou 3º no da gasolina).

enviei um pra esse, que o sistema deles ENGOLIU o segundo final (ele estava exatamente dentro do limite que eles deram):
http://festivaldominuto.oi.com.br/site/video.php?id=1637


SAMSUNG. Tema: "o que você faria por um PC tunado?"

1- Não divulgado (foi uma FRASE, e NÃO um video que ganhou. Enviei email perguntando que frase a mulher bolou pra ganhar um computador de 15 mil reais, e descobri que o email do evento não funciona mais. Amigos descobriram a mulher no orkut e perguntaram qual foi a frase dela e obtiveram a resposta: "ah, nem lembro mais")
2- http://www.youtube.com/watch?v=5CyGw1u1qmY
3- http://www.youtube.com/watch?v=jjxq3BP-Czg

Os que eu enviei:

http://www.youtube.com/watch?v=n1Z_bmeZXik
Video nerd de gamer (toda a publicidade é voltada pra gamer. O PC é propagandeado como um "PC pra Games" feito por "Gamers" e o site tem link pra WCG (world cyber games mega lan party).

http://www.youtube.com/watch?v=EsX-yea9wnE
Video de gamer nerd 2

http://www.youtube.com/watch?v=qiQdybVD4v4
Esse foi o "video de cursinho de cinema" que enviei (no sentido de se basear numa sacadinha cinematográfica).

http://www.youtube.com/watch?v=0qsoNZPWWW0
Tentativa de variação criativa da 'resposta típica' a concursos do tipo "o que vc faria por..." (que tendem a sugerir que o cara faça algo absurdo. Ex: muita gente fez um video do cara andando por lugares públicos pelado).

Também enviei um outro que não vou postar o link porque é a última cena do curta novo (não quero estragar a surpresa, além do que a versão do youtube perde metade da graça por causa da resolução ruim e também não tivemos tempo de fazer um bom audio).

Dois exemplos de videos bem feitos (tinham vários outros que demonstravam semelhante perícia técnica) que também não levaram nada:
http://www.youtube.com/watch?v=ilek8mrc_M8
http://www.youtube.com/watch?v=4iLJ3p21QJA
Haviam outros, como uma animação que evidentemente deu muito trabalho, mas não localizei o link.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

mais cinema

li um absurdo tão grande hoje no jornal que preciso escrever sobre ele em algum lugar. Foi uma crítica do filme Planet Terror, que decepcionantemente veio de um dos meus críticos prediletos, Inácio Araújo.

Trata-se de um eco da posição mais óbvia dos nerds de cinema, que é a de que Rodriguez é só um aspirante a Tarantino barato que tenta fazer paródia sem conseguir. Pior que eu concordo com isso, em relação a outros filmes dele, mas no caso do Planet Terror é simplesmente muita má vontade com o filme. O que tornou tudo muito mais doloroso foi a comparação com Ivan Cardoso, o "mestre" do "terrir". Só vi 2 coisas desse cara - um video extremamente pretensioso (no mal sentido, já que tem gente que ignora a definição da palavra no dicionário e a entende como 'ambição positiva' ou alguma merda assim), e o longa "Um Lobisomem na Amazônia", na 29 ou 30 Mostra de SP.

Foi o pior filme que vi naquela mostra. Aquilo sim é uma tentativa extremamente fracassada, patética até, de paródia ou metalinguagem ou consciência de gênero ou brincadeira com clichê, e todas essas outras bostas que acadêmicos inventam pra justificar esses filmes.

O que eu sinto no Planet Terror é exatamente o oposto do que Inácio Araújo diz, quando fala sobre como Rodriguez quer nos fazer acreditar que está acima dos clichês (isso é postura do Ivan, que expõe em bienal de arte). O que funciona em Planet Terror parece ser justo a admiração sincera que Rodriguez nutre por esses filmes. Ele consegue reproduzir o que há para se curtir neles, e a mentalidade por trás de sua direção parece ser muito mais no sentido de "o que é que eu não gosto nesses filmes, pra fazer diferente", do que "como vou tirar sarro dos clichês estúpidos".

Por exemplo "odeio draminha familiar forçado de mãe que precisa ficar protegendo o filho" daí ele faz o filho dar um tiro na própria cabeça brincando com uma arma. "odeio revelações do passado do personagem" (que são estruturadas para serem algo grandioso e acabam só como um dado tedioso), daí ele faz o rolo do filme pegar fogo e simplesmente saltar essa parte. "odeio o personagem secundário chato que é a cura da humanidade e precisa ser protegido", daí ele é o primeiro a ter sua cabeça explodida quando olha pelo canto do muro. Assim o filme consegue quebrar a expectativa constantemente e também tornar-se o filme de ação de coisas explodindo que a gente sempre quis. Fora várias piadas boas e sutilezas narrativas que o Ivan não teria em 100 anos.

Curiosamente, o que o Inácio mais gostou - a arma na perna da mulher - foi pra mim só mais uma piada secundária, que até mesmo irritou pela forma que foi excessivamente explorada. Parece mesmo ter efeito o marketing da produtora, que ao definir o cartaz do filme realmente influi na reação do público.

domingo, 4 de novembro de 2007

Mostra SP

vi 20 filmes na mostra esse ano

Vida Selvagem 6/10
biografia tradicional da modelo/groupie alemã Uschi Obermaier. Ela dá prum comunista, depois dá pros caras do Rolling Stones, depois dá prum playboy com um onibus legal. A primeira metade do filme parece aquelas narrativas que tem nos clipes de Twisted Sisters (só que se levando a sério), depois vira uma espécie de road movie por lugares exóticos. Pelo menos o filme é ousado (impossível entender como a censura é 12 anos), com seios pra tudo que é lado, algumas cenas de nudez completa, e até um sexo oral explícito (embora meio distante).

Abrigo 7/10
um casal de lésbicas contrabandeia, sem saber, um rapaz da turkia (ou lugar equivalente) no porta-malas do carro. O filme tem tudo pra ser um drama chato, mas miraculosamente dribla as armadilhas dos temas de homosexualismo e imigração ilegal e consegue desenvolver bons personagens

Sukiyaki Western Django 7/10
Pastiche puro, com muito estilo, mil referências vomitadas por segundo, e algumas boas piadas. Ele evidencia a relação samurai/western e envolve isso com um irritante exagero anime. Cansou rápido, faltou drama. Eu esperava mais do Miike.

Tressette 1/10
Celebração idiota da tradição e da velhice. Velhos jogando cartas. Velhos reclamando que falta gente pra jogar carta. Velhos revitalizam e salvam a sua bela ilha que corria o risco de desaparecer.

Paranoid Park 9/10
'Elefante' só que com 1 protagonista. Gus Van Sant filma mais garotos bonitinhos, e faz isso muito bem. O uso da música é excelente, e ajuda a tornar os vários planos longos do filme realmente expressivos (ao contrário de outros filmes babacas cujos planos longos são apenas entediantes, escondendo-se atrás de uma retórica anti-entrenimento). O filme mostra sobretudo as banalidades da vida de um adolescente, e torna elas significativas envolvendo-as na sombra de um assassinato/acidente com o qual este se envolveu.

I'm Not There 8/10
Biografia doidona de Bob Dylan. 7 atores diferentes interpretam ele, incluindo um garoto negro de 11 anos (que fala como um velho sábio cheio de experiência de vida), e Cate Blanchett. O filme nunca fica chato e confuso, apesar da quantia de Dylans diferentes, que ainda ficam se alternando (não há progressão linear, com um simplesmente substituindo o outro, nem tentativas didáticas de estruturar eles). Contudo, pra mim prevalesceu certa aura 'baba-ovo' (comum a maioria das biografias), onde ele é representado como O Grande Artista, que se eleva acima de tudo e de todos (parece que tudo que existe fora dele é meio ridicularizado, trivial comparado à sua genialidade). Parece também que as fases eram mais que meras fases, que ele de certa forma 'transcendia' de uma pra outra. Pra mim, que não sou fã do Bob Dylan, isso era meio irritante.

Armadilha 0/10
Bosta de filme. Fui ver porque ele era um filme alemão, censura 18 anos, que se propagandeava como um 'noir'. Impossível deduzir de onde veio a censura e o noir (inexiste qualquer motivo para ambos). História imbecil que não merece ser mencionada.

Sleuth 7/10
Eu não fazia idéia de que o dramaturgo Harold Pinter (nobel de literatura) escrevia roteiros. Ele escreveu esse (que agora descobri ser um remake de outro filme com o mesmo nome e o MESMO ATOR - Michael Caine). Só que dessa vez o Sr. Cocaína faz o marido (afinal, o mínimo que ele podia fazer era trocar de papel). Branagh passou metade de seu filme mostrando as maravilhas de uma casa multimilionária super-tecnológica (junto com uma fotografia marcante), pra subitamente esquecer isso completamente e gastar o resto do filme fazendo teatro (praticamente só diálogos registrados de forma banal). As interpretações e o texto são bons, mas a história parece se perder. A partir do momento que o amante engana o marido, a idéia dele triunfar mais uma vez para "empatar" a disputa me pareceu terrivelmente redundante. Era hora do filme ficar maluco, com a casa tomando vida e atacando eles ou alguma merda assim.

Prazeres Desconhecidos 2/10
O único prazer desconhecido que testemunhei nesse filme foi o do gordo sentado atrás de mim no cinema, que se divertida horrores com a chatice documental de Jia Zhang-Ke. Ele ria alucinadamente em dezenas de cenas onde nunca nenhum ser humano jamais imaginou ter graça. Deu pra captar o espírito de subúrbio idiota chinês e constatar os efeitos da globalização em 15 min. Foi exatamente a partir desse tempo que o filme deixou de ter qualquer interesse e tornou-se insuportável, salve para algum estudioso do tema ou cinéfilo mongol.

Deserto Feliz 5/10
Os atores pareciam lutar contra o diretor desse filme para torná-lo bom. A história é óbvia (garota pobre abusada pelo pai foge pra Recife, onde vira prostituta para ganhar a vida e sonha em se dar bem e ir pro exterior), sem nenhuma sacadinha legal de roteiro (o céu de suely, por exemplo, tinha algumas bem boas como a idéia da rifa). O início compõe-se em torno de numerosos closes silenciosos do rosto da menina (recurso que deixa de ter sentido para tornar-se chato mais ou menos na metade do primeiro deles). O miolo do filme em Recife é mais legal, principalmente graça às atrizes, embora tem uma prostituta velha que volta e meia aparece pra lembrar a ruindade do resto do filme.

Planet Terror 10/10
Nunca fui muito fã do Rodrigues, não curti muito nem a trilogia de faroeste avacalhado que revelou ele. Seus filmes sempre me pareceram uma tentativa forçada de ser divertido, perdendo-se nos excessos do que é considerado 'cool', sem conseguir ser criativos ou surpreendente (embora eu gostei do From Dusk Till Dawn, mas o roteiro é do Tarantino, que também atuava em metade do filme).
Porém, com esse filme, Rodrigues me convenceu que é realmente bom. A Carla resumiu bem quando disse que é tudo que o 'western django' do miike tentou fazer (ou deveria ter tentado fazer) e não conseguiu. Frequentemente inusitado, com várias sacadas geniais (não só boas cenas individuais, mas também boas idéias relativas a história/estrutura), achei que embora diferente está no mesmo nível do Death Proof do Tarantino.

Before the Devil Knows... 6/10
Tão mediano que nem lembro direito dele para comentá-lo. Acho melhor um filme com problemas sérios e algumas cenas marcantes do que um filme sem erros que "meramente funciona". A primeira cena insinua ser uma espécie de epílogo, ao qual se chegaria de alguma forma interessante. Na metade do filme, porém, descobre-se ser mera sequência linear (não fui o único que sofreu essa decepção). Cenas ficam se repetindo, mostrando sequências de ações simultâneas, sem que isso confira nenhum sentido ou emoção diferente (nem mesmo mera 'surpresa divertida'), ao contrário do efeito que esse recurso tem nas mãos de Guy Ritchie, ou até filmes como Cidade de Deus. Parece ser só um dado neutro, de informação pura, que nem precisaria necessariamente se desenrolar em uma cena que indicasse simultaneidade. Ao invés de um recurso que dinamiza o roteiro, parece uma solução preguiçosa para 'salvar' o filme (tipo "essa história tá um saco, vamos tentar ficar voltando no tempo pra ver se dói menos").

Glória ao Cineasta 8/10
Kitano começa brincando com gêneros cinematográficos, sobretudo os de maior ressonância no japão (filmes de yakuza, de ninjas/samurais, de terror que são adaptados por hollywood, étnicos de época, filmes de ozu, filmes românticos com cegos). A maioria deles são engraçados só pelo fato de mostrar Kitano interpretando papéis disparatados, com a voz off desiludida dele comentando suas dificuldades. A maioria fica só num nível mais raso de citação, com exeção do filme étnico japonês que é o mais longo e melhor desenvolvido.
Depois Kitano anuncia um filme de 'meteoro', e diz que se fosse uma produção americana cientistas entrariam numa missão para explodir uma bomba nele e desviá-lo da rota terrestre. A partir disso, o filme vira uma espécie de Monty Python japonês - uma comédia do absurdo dividida em sketches levemente conectadas (contando até com uma pequena animação estilo terry gilliam). Alguns sketches bebem de uma espécie de humor pastelão exagerado japonês que é absurdo demais (até pra monty python), ou que flertam com coisas televisivas japonesas incompreensíveis, mas no geral é muito bom. No final o meteoro atinge a terra e explode com tudo. É uma afirmação interessante da diferença entre hollywood e japão. Lá o meteoro realmente cai, e eles adoram explodir cidades e universos (algum sociológo chato faria uma relação com hiroshima e nagasaki agora).

Redacted 6/10
Filme com o discurso padrão negativo sobre a guerra no iraque, com personagens caricatos e uma história óbvia e sem graça. A suposta ousadia estética do Brian de Palma é uma piada.. ele usa vários formatos, sim, mas é só um recurso estético vazio, que não acresenta nada. O que ocorre no máximo é um distanciamento indesejado. Do tipo, tu tá vendo uma imagem de uma handcam amadora, mas o que ela tá registrando não ganha espontaneidade, mas o contrário. A forma que ele filma muda, mas o roteiro rígido e a direção de atores continua igual. Parece uma tentativa forçada de tornar realista uma situação encenada (tornando-a ainda mais artificial do que ela seria originalmente). O mesmo vale para camera de vigilância. A parte dos 'franceses', com a fotografia bonita e música clássica, de primeira vez me pareceu um toque irônico inteligente. Mas esse aspecto foi mal explorado, e não demorou muito preu me perguntar se aquilo era pra ser irônico mesmo! A parte mais tocante do filme é o final apelativo dele, com música sentimental e fotos reais de crianças mortas/feridas no iraque.

Eastern Promises 8/10
Há cenas individuais fantásticas, principalmente as que envolvem a máfia. Mas eu tinha esperanças (motivados pelo o que vi no trailer) de que Cronenberg ia se deter mais na parte das tatuagens, e dar menos bola pro drama da médica e a garota abandonada . Quando o filme acaba, metade dos espectadores ficam perplexos. Parecia faltar pelo menos 1/4 de filme. Coisas que parecem pretender-se grandes revelações acabam sendo só dados aceitos passivamente pelo público. Há clima, bons personagens, violência no melhor estilo cronenberg, mas a história é meia-boca. Achei History of Violence superior.

Persepolis 7/10
Animação sobre a vida de uma garota iraniana da infância até o início da vida adulta. É legal pra quem é ignorante de história iraniana. Há também boas piadas, e é impossível não gostar da garotinha metaleira invocada. Há também muitos problemas, principalmente com a história, de coisas que não parecem fazer o menor sentido com a psicologia da personagem. O melhor exemplo é a forçação de barra de discurso na sequência que ela passa fome e dorme ao ar livre na Alemanha (só pra dizer que o ocidente também tem problemas).

Go Go Tales 1/10
Grande bosta de filme, que cinéfilos elogiam só porque é uma refilmagem de Cassavetes por Abel Ferrara. Se passa num bar daqueles onde garotas dançam em postes e fazem lap-dance, mas não consegue jamais ser minimamente erótico (salve talvez para um velho tarado de 80 anos). O filme não tem o menor ritmo, a camera parece eternamente sonolenta, movendo suavemente de um lado pro outro acompanhando uma trilha sonora igualmente constante e inexpressiva. O filme se diz uma comédia, mas acho que nem o gordo que não parava de rir em Prazeres Desconhecidos veria graça nele. Imaginem um filme onde Cassavetes pudesse definir a estrutura da narração, e todo o resto, da direção de atores à manipulação da camera, ficasse por conta de um babaca qualquer. Se a intenção do filme era de fato não ser sensual, nem engraçado, nem passar clima de decadência, nem criar 'personagens vivos', então parabéns! Ele teve sucesso em fazer nada. Não é por esse motivo que vou dar algum crédito pra ele.

À cada um o seu cinema ?/?
vários diretores famosos filmam algo envolvendo salas de cinema em 3min.
Serve somente para estudantes de cinema / cinéfilos ficarem brincando de adivinhar de quem é qual segmento (alguns diretores porém estragam a brincadeira revelando os créditos no início, ou atuando no próprio filme).
Os que funcionam melhor, na minha opinião, são as comédias, afinal é 3min. Meus prediletos (consultando a lista na imdb agora) foram os do Kaige Chen, Ken Loach, Lars von Trier, e Nanni Moretti. Também achei legalzinho os do Kitano, irmãos Coen, Cronenberg, e até do Walter Salles (muita gente se irritou, mas só porque acharam 'étnico demais' ou porque já conheciam os caras dos pandeiros e tinham raiva deles). O resto achei tudo meia-boca, embora talvez tenha outros menos ruins que eu não lembre o nome. Os que achei especialmente ruins, no entanto, foram do Gus Van Sant, Jane Campion, Amos Gitai, e todos os milhares que citaram Godard, Bresson, Jean Rouch (com a única exeção de um que fez referência a pickpocket que achei legalzinho mas não lembro qual era).

Programa de Curtas 5 2/10
Todos os curtas que vejo na mostra de SP são sempre uma bosta. Por que?

domingo, 7 de outubro de 2007

criticker

www.criticker.com
Não consigo... parar... de avaliar filmes
essa merda é um vício, pior que last.fm
vale a pena dar uma olhada nem que seja pra perceber o quanto filme tu já viu na vida. Nunca me considerei grande cinéfilo, e em poucos dias já rankiei 660 filmes nesse site, isso que eu pulo aqueles que eu vi faz muito tempo e não lembro suficiente / não confio do meu gosto na época pra dar nota.
ps. se alguém se cadastrar no site e quiser me adicionar como contato meu login lá é 'blahzor'

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

privada

postando outros videos de amigos pra promoção tunemypc

tunemypc2

postando outros videos de amigos pra promoção tunemypc

domingo, 23 de setembro de 2007

video de rede2

outro video redal do tune my pc

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

promoção

fiz esse videozinho com meu acervo de fotos das redes pra servir como memória e também pra concorrer a um micro de uma promoção da samsung.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

faroeste_5

coloquei as fotos do dia do forte e da casa do GBA no fotki (pasta faroeste a partir da página 5, aqui).
Já fiz um post com as fotos do forte, agora aqui estão imagens making-of da 'cena do balcão', onde GBA interpreta um mexicano místico.

talvez eu tenha exagerado na pós dessa última heh

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

brincando de administração

participei das reuniões iniciais pra montar o CA do curso de cinema. Logo estava se falando em COMITÊS e SECRETARIADOS (estamos falando de um curso com uma única turma de 30 pessoas, e levaria 1 ano até vir a próxima). Atas para serem registradas, hierarquias a serem respeitadas, etc.

Depois de poucas reuniões fiquei irritado o suficiente pra nunca me aproximar de um CA. Hoje no forum vejo um amigo se questionando, num post sobre uma ata, se seria uma idéia boa "comentar questões financeiras num lugar tão público". Estamos falando de um CA de 2 turminhas que tem menos de R$300 no caixa.

Será alguma espécie de insegurança crônica, que leva as pessoas a desligar o cérebro para considerar apenas "como é que dizem que se faz isso" (ao invés de simplesmente reagir à realidade e usar lógica e bom senso), ou então alguma necessidade de se achar envolvido em algo importante, parecer que a coisa é mais "séria"?

É a mesma coisa com os TCCs de cinema. Há uma puta pseudo-logística de produção, gasta-se dinheiro, estressa-se em reuniões, para no final o filme parecer que foi feito às pressas com uns trocados. Perde-se tempo e grana só para uns babacas sentirem que estão fazendo cinema de verdade. Quem assistir nosso faroeste agora verá um média-metragem com várias locações, figurinos, objetos, etc. Não gastamos nem R$100, não fizemos nenhuma reunião, não ficamos nos exibindo como 'gente que faz cinema'.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

faroeste_?

No promontório extremo do universo, frente ao infinito... ...o Padre e o Argentino hão de obedecer a profecia e rumar frente ao embate final......enfrentando bravamente os veneráveis obstáculos no caminho, em meio a um conflito épico de proporções metafísicas... ...que selará o Destino de toda humanidade...
...um humilde Pescador, porém de bigode expressivo, será o catalisador final

As gravações estão praticamente terminadas. De algum modo, deu tudo certo no forte.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

faroeste_4

íamos filmar em Santo Antônio mas eu nunca vi aquele lugar tão movimentado então nos mudamos pra Sambaqui. Ainda não capturei video, mas tem essas fotos que tiraram na hora...

saqueadores do exército 'ânus' (não tem nome ainda, mas a insígnia do uniforme rendeu esse apelido) encaram o forasteiro, pouco antes de um duelo.

Pirata argentino demonstra suas técnicas pouco ortodoxas de manusear um estilingue. Essa em particular também é um ótimo exercício para as mandíbulas.
Mais fotos: aqui Minha maior diversão no dia foi gravar um traveling debruçado na janela enquanto o Gil dirigia o carro de ré.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

verdades absolutas

passo a maior parte do meu tempo estudando artes
isso significa que to sempre pensando em subjetividades e fazendo análises deleuzianas e meditando, através de Borges, sobre como a própria ciência é uma ficção.
Mas confesso que as vezes, quando paro para escutar um engenheiro, sinto uma grande inveja da capacidade deles de lidar com fatos e chegar em conclusões lógicas que podem ser empiricamente comprovadas (menos aqueles retardados da física quântica e hippies new-age). Há um grande conforto nisso.

Esses dias, na lista de discussão que assino, 3 Grandes Questões ocuparam as mentes das pessoas que ali estavam. Após complexas elaborações metafísicas, nos vimos em uma inconclusividade agonizante, incapazes de concordar minimamente quanto ao repertório filosófico mais adequado para estudar a relação qualitativa entre o MMO Eve e o projeto Taikodom, a eficiência de estabilizadores Seventeam e Enermax, e as vantagens entre comprar na loja PCFloripa ou encomendar no Paraguai.

Até que o Miojo interveio. Com inquestionável lógica matemática, os seus Gráficos da Mais Pura Verdade enterraram a filosofia e a religião num lugar onde nem as suas elucubrações mais herméticas poderiam salvá-las. Ei-los:




Mas, mesmo em sua maravilhosa clareza e simplicidade, tais verdades gráficas ainda podem beneficiar-se de interpretações elucidativas, tais como essas que o Fox fez:

so...
quanto mais falha a seventeam, menos win pra ela, tendendo a zero?
já a enermax, quanto mais falha, mais win.
O paraguai, quanto mais gostoso, menos caro
aparentemente pc floripa só está definida num ponto estranho perto do "ruim" onde ela é toda a ecala das absissas positivas.

Depois desses gráficos e da análise do Fox, acho que é seguro falar que podemos dormir tranquilos com a certeza, de hoje ao infinito, de qual o melhor lugar para comprar um micro ou em qual jogo desperdiçar o nosso tempo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

limbo da produção

há filmes que sofrem horrivelmente para serem produzidos, sendo cancelados, retomados, e frustrando imensamente diretores, como Última Tentação de Cristo de Scorsese.
Há alguns que não conseguem nem ser feitos, como The Man Who Killed Don Quixote de Terry Gilliam (que contaria com Johnny Depp). Diz-se que há uma maldição por trás de Don Quixote, impossibilitando cineastas de abordarem esse clássico. Orson Welles foi outro que tentou durante anos, torrou uma puta grana, e não conseguiu.

Mas no cinema ainda mantém-se certa dignidade. A culpa geralmente recai sobre fatores externos como pressões de grupos conservadores sobre produtoras estúpidas (no caso scorsese) ou a fúria dos efeitos naturais e coincidência bizarras (como no filme de gilliam). Nos jogos a história é muito mais deprimente. Especialmente porque se faz filme bom toda a hora! Por exemplo, Scorsese resolveu filmar After Hours (meu filme predileto dele!) enquanto esperava resolverem o problema com o Última Tentação de Cristo. Nos jogos há muito menos coisa boa sendo feita, e daí quando duas das nossas maiores expectativas nesse meio são frustradas, é bem mais triste.

Duke Nukem 3D foi mais marcante pra mim do que o próprio Doom! Foi o que me introduziu aos jogos online, e era de uma inventividade em relação a cenários e armas que dificilmente é rivalizada até hoje! Team Fortress foi o grande breakthrough dos jogos de equipe, com a sua invenção de um sistema de classes sobre o tradicional CTF.

Resolvi falar disso porque começou a circular material sobre TF2. Team Fortress foi um mod popular de Quake criado em 1996. Em 1998 já se falava em TF2. Nesses 8 anos que o jogo vem sendo desenvolvido, ele já mudou de ultra-realista pra cartoon e trocou de engine um bocado de vezes, e é claro ganhou espaço nas listas de Vaporware e Development Hell.

Ainda assim, a cada ano que reaparecem boatos sobre o desenvolvimento de TF2, esbarro em muita gente empolgada dizendo: "cara! parece que vão lançar um TF2", como se fosse uma novidade a própria existência desse projeto!

O motivo por isso é que TF2 nunca virou alvo de chacota na imprensa como, por exemplo, Duke Nukem Forever (desconfio que o motivo secreto por trás disso está no título do jogo - é muito mais fácil fazer piadinhas com DNF... 'duke nukem forNEVER ha ha!').

Ah, tudo isso foi pra postar esses trailers: http://www.1up.com/do/gameOverview?cId=2014284&sec=VIDEOS

E esse link surgiu hoje na redefloripa: preço das cervejas por supermercado - http://www.komart.com.br/bdm/precos/precos.php

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

magia

paulo usando seus poderes especiais. Outra foto: http://public.fotki.com/blahzor/cinema/faroeste/dsc01340.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

o duelo

plano do confronto entre Deus e o Pescador, que gravamos hoje nas dunas usando papel-filme e placas de vidro para proteger a camera

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

celular mata!

nenhuma das features que andam enfiando nos celulares foi capaz de me atrair a comprar um. Não quero tirar fotos ruins, gravar videos podres, ou jogar jogos de 20 anos atrás, principalmente se o preço por isso for me estressar com uma operadora e ter que ficar recebendo ligações de pessoas com as quais geralmente não quero falar em momentos inoportunos.

Quando eu digo que não tenho celular as pessoas me encaram como se eu fosse algum hippy louco, um ativista anti-tecnologia psicopata, um primitivista drogado. Daí eu digo que sou um especialista em jogos online, mostro a camera fotográfica digital que sempre carrego na minha pochete, ou minha filmadora minidv, e explico que prefiro jogar no meu monitor widescreen de 19' . Se eu realmente quissesse passar ainda mais tempo do que passo jogando (ou seja, se eu não fizesse mais nada em minha vida), eu compraria um desses Nintendo DS ou PSP da vida, ao invés de um celular.

A questão é que um aparelho que une diversas funções nunca vai ser melhor do que um aparelho criado exclusivamente para uma função específica (a não ser que custe 1 bilhão, ou talvez muito no futuro). Não estou xingando quem compra celulares desse tipo. Quem quer só quebrar o galho e fazer umas besteiras casualmente, vá em frente. Mas pra quem leva fotografia, filmagem, e jogos tão a sério quanto eu, simplesmente não consigo ver sentido em um negócio desses, quando é possível levar algo melhor consigo.

Mas porque eu não tenho, então, um celular só pra fazer o uso do qual eles foram originalmente intencionados: falar com outras pessoas? É simples: não preciso e não quero. Isso é tão absurdo pralgumas pessoas que até já me deram um celular apesar de meus protestos, o qual deixei no meu porta-luvas por meses até perder ele algum lugar, na única vez que tirei ele de lá.

Mas o absurdo é que eu não tenha o direito de me perguntar o que é interessante pra mim, a partir da minha própria concepção de vantagens/desvantangens de um produto, considerando quem sou e o que faço. Sou um selvagem inculto ou um fanático religioso anti-progresso pelo único motivo que não tenho o objeto que 90% da população, inclusive minha empregada e os filhos dela, tem 2 cada.

Não estou mandando ninguém jogar o celular fora! Se você é um infeliz profissional liberal ocupado que precisa estar em contato constante com os clientes que te sodomizam todo dia, ou uma paty que precisa falar com as amiguinhas instantaneamente quando vê o Pedro com a Débora, vá em frente! Eu raramente preciso falar urgentemente com alguém. Pessoas raramente precisam falar urgentemente comigo. Ninguém vai deixar de ser operado ou vai perder um milhão de dólares porque eu não estabeleci contato verbal com outra pessoa num intervalo de algumas horas.

Tampouco não existe um "não custa" referente a possuir um celular (no sentido de 'pega um pré-pago pra usar só caso precisar em algum momento, como se o carro bater'). A verdade é que pra mim custa sim, e não estou falando de dinheiro mas de perturbações diversas. Só o fato de ter que me preocupar com colocar créditos e recarregar a bateria, além da ocasional ligação da mamãe pra perguntar porque não apareci pra jantar a uma semana, e ter que lembrar de desligar cada vez que entro numa sala de aula ou cinema, já ultrapassa em muito os benefícios que eu, na minha presente realidade, poderia extrair do aparelho. Vou ilustrar melhor o alto custo que um celular pode ter com uma história quase verídica:

Certo dia uma mulher resolve ligar o despertador do seu celular porque estava com preguiça de mexer no relógio do lado de sua cama, que poderia ser programado em metade do tempo. Por causa da interface ridícula do aparelho, que precisa ser mais bonito que funcional pra ter chance no competitivo mercado regulado por um bilhão de pessoas imbecis, ela programa o alarme mas esquece de acioná-lo. Isso leva ela a acordar mais tarde e perder o seu compromisso, ficando em casa. Por ficar em casa, ela resolve transar com o namorado que tá dormindo lá. No meio da transa, o celular toca com uma musiquinha ridícula e irritante, que estraga o clima, principalmente quando, assim que ele finalmente pára de tocar, ele começa a tocar de novo. Daí, com o pinto do cara ainda dentro dela, ela se atrapalha por horas localizando o celular na bolsa, até o cara broxar. Era a mãe dela, convidando pra jantar. Eles eventualmente retomam a transa, e agora o despertador do anti-concepcional toca, só que frustrados com essa segunda interrupção eles ignoram o alarme e continuam até o cara gozar. O problema é que, acostumada a nunca usar a própria memória (estou falando de memória humana, da garota) devido ao hábito de condicionar a sua ação de tomar a pílula imediatamente em função do alarme do celular, ela esquece completamente do comprimido! Por esse motivo, a garota fica grávida. Ela não pode ter um filho em hipótese alguma e o namorada dela precisa pegar R$5mil de traficantes do morro pra pagar o aborto. A garota contrai uma infecção no aborto e morre. Depois, o cara não consegue pagar o traficante e é morto a facadas pra aprender a não atrasar suas dívidas. Assim, duas pessoas normais e saudáveis foram MORTAS por causa das mazelas do celular!!! Vocês entendem agora meu motivo?

Mas tudo isso foi pra falar que agora, finalmente, estou contemplando comprar um desses aparelhos. Trata-se de um CELULAR ANTI-MOSQUITO. Não estou brincando, cliquem no link. Eu realmente odeio mosquitos. Estou disposto a correr o risco de ser esfaqueado por um traficante em troca do conforto anti-mosquital que um celular desses promete.

river rock 9

uploadei fotos do riverrock. Ainda faltam as fotos da carla, e umas noturnas que fiz com a camera dela. O post abaixo foi motivado pelo show que vi das velhas virgens
só quero acresentar que eu faço uma distinção entre macheza e machismo. Acho que um cara pode ser macho pra caralho, no sentido de grosso, sem frescura, sem que isso signifique que ele seja agressivo, sem respeito por mulheres, menospreze homosexuais, etc. Alias, acho que mulheres podem ser 'muito macho' tb.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

expliquem-me 'machismo'

não posso ver feliz um show do Velhas Virgens sem ter que escutar que 'a banda é machista'. O mesmo se diz sobre AC/DC. O problema é que parece que não se pode mexer com putaria, sendo do sexo masculino, sem ser acusado de machismo. É um saco! Fui até o dicionário e peguei a seguinte definição para 'machismo': "A strong or exaggerated sense of masculinity stressing attributes such as physical courage, virility, domination of women, and aggressiveness."

Levando isso em conta, eu não tenho problemas em admitir que certas músicas dessas bandas são machistas. "Só Pra te Comer" do VV, por exemplo, coloca o homem numa posição de controle, domínio, deboche, etc. Em "Abre Essas Pernas", quando o cara afirma que está 'oferecendo 20cm de prazer', há um "exagero dos atributos de virilidade", que encaixa na definição de machismo acima. Porém, sexo é feito de relações de poder, caralho. É impossível falar de putaria, de uma forma sincera e divertida, sem fazer esse tipo de coisa. Se tu deixar toda a arte perfeitamente neutra, tomando cuidado para não ofender nenhuma feminista ou grupo minoritário em nenhum momento, só vai sair merda. De qualquer forma, uma música machista não torna uma banda machista. Não dá pra simplesmente ignorar contexto, circunstância, ironia, e TODA A PORRA DO RESTO DA DISCOGRAFIA.

Se todas, ou pelo menos a vasta maioria das músicas de VV e AC/DC fossem assim, daria para engolir que eles são machistas. Mas a verdade é que para cada música dessas, eles tem outras que falam de mulheres dominadoras. Vou fazer uma listinha (incompleta) a partir da minha playlist. Ao lado de cada música vou colar um trecho da letra, porque eu realmente conheço AC/DC e tenho tempo livre. Só me falta vir uma feminista dizer que o fato de mostrarem mulheres em posição de dominação não elimina a perspectiva masculina sobre isso. É claro que não! Eles são homens! Não podem mudar de sexo pra falar de suas experiências e percepções de um ponto de vista que uma feminista retardada considere feminino.

Soul Stripper (Then she laid her hand on my lap... made me play games I didn't want to play)
You Shook Me All Night Long (Made a meal out of me, and come back for more)
Caught With Your Pants Down (She was a woman with a mission, stick it in your face)
Ballbreaker (she threw me on the bed, her hand went for my throat, as I began to choke
honey shoot your load)
Sink The Pink (And she gonna spit you out, count your days)
She's Got Balls
Walk Over You (Do all the things you want me to, babe)
Touch Too Much ( Too much for my body, too much for my brain / This damn woman's gonna drive me insane)
Shot Down In flames ( I said, "Baby what's the going price" / She told me to go to hell / shot down in flames)
Gimme a Bullet (she had the word / had the way / called the play)
Got You By The Balls ( But she won't sacrifice / She won't come across / Unless there's money in her hand /And she's calling all the shots --> em AC/DC ATÉ AS PROSTITUTAS estão numa posição de controle!)

No show do VV há um momento onde a garota (se há uma mulher participando de uma banda e ela não é a figura principal, automaticamente dizem que ela é usada como um acessório) e simula um boquete no vocalista. Não importa que o cara esteja vestido de PADRE, e é obviamente uma gozação bem-humorada.. isso é o suficiente pra te dizerem "olha! visse!". Mas no mesmo show há um momento onde o vocal rasteja ajoelhado até a garota, e esta derrama cerveja pela saia, que o cara bebe por baixo (uma metáfora de 'chuva-dourada'? huahuaa), além do cara simular sexo oral nela também. Já ouvi também sugestões de que eles seriam homofóbicos, só porque falam em termos hetereosexuais. Na música "Blues no Velcro" a mulher de um cara deixa ele por outra garota, e não é possível identificar através de observação racional nenhum julgamento valor, é diversão pura.

sábado, 11 de agosto de 2007

atoladinha

TÔ FICANDO ATOLADINHAAA, TÔ FICANDO ATOLADINHAA (TOMA TOMA FOGUENTINHA)
É com músicas como essa, tremendo as janelas do meu quarto, que as vezes eu acordo de manhã. A origem delas? Não, não é um vizinho pagodeiro/funkeiro. É o santíssimo Colégio Imaculada Conceição, que construiu uma bela concha acústica (cobertura ginásio potencializadora de som) do lado do meu prédio. Quando eu não acordo ouvindo sobre ejaculação facial, sexo anal, e outras sofistacadas metáforas presentes nas belas músicas que as freiras tocam para animar os jovens (primário e secundário!) que estudam lá, é com o hino nacional.
Eu achava que um dos poucos pontos positivos de uma educação conservadora era que servia de filtro pras piores manifestações da cultura pop de massa do rio de janeiro. Agora o hino toca ao lado do bonde do tigrão. Não consigo mais ver nenhum fator amenizante para a estupidez da religião e do patriotismo . Tô indo pro Riverrock me purificar com a profanação do metal.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

nerdgamer stuff

tava brincando na IMDB e não sei porque resolvi procurar por Doom House. Adivinhem? http://www.imdb.com/title/tt0496277/
De lá fui parar de algum modo na entrada wikipedia pra SA, e passei umas horas lendo curiosidades históricas.

Acho que o grosso do pessoal da redefloripa lê SA, penny-arcade, e costumavam ver até gamespy a anos atrás (alguns remontando à época que era só planetquake). São basicamente as 3 grandes instituições do patético mundo nerd-gamer. No entanto hoje o que é a folha de SP pro meu pai é a SA pra mim, eu gasto pelo menos meia-hora por dia lá. Esbarrei num texto do Lowtax comentando conflitos entre ele, redes de patrocinadores, PA, e Gamespy. É uma leitura interessante

Eu sei que é notícia de 2005 sobre coisas que ocorreram em 2001, mas é algo que nunca vi comentado na lista da RF e acho que tem um valor nostálgico adicional pra quem for de lá

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

jogos - filmes

um prof. mandou entregarmos uma folha falando que filmes gostaríamos de fazer. Cometi o erro de ir discutir isso com o Fox.
Obviamente, virou uma conversa avacalhada de transformar jogos em filmes. Não vou usar nada disso no texto que vou entregar pro professor, mas achei legal pra jogar aqui:
(isso só vai ter uma mínima graça pra quem é um gamer nerd como nós)

Fox says:
sim city: "he thought he could be the mayor. but found out that managing the budget was not so easy... when the aliens attack! (and then subsequently leave in a hurry).

[Civ]
Fox says:
"in a world, where democracy is bad for war..."
daí mostra uma cena de gente sendo morta enquanto vota
Blah says:
depois surge um arqueiro numa montanha e abate um jato supersônico

Blah says:
queria fazer um deathmatch-movie
Fox says:
Quake, the movie: "he didn´t know where he was.." (cena do protagonista olhando em volta)
"he didn´t know who was trying to kill him " (ele fugindo de uns monstros)
"he didn´t know what was his onw name... but he didn´t care"
Blah says:
daí ele dá um rocketjump

Fox:
quando assisto comédia romântica penso: "se caisse um meteoro na cabeça desse cara agora, o filme ia ficar bom"

[woody allen quase fez isso em matchpoint, só que o meteoro dele tomou a forma de um maníaco com uma escopeta]. blah: Eu gostaria de fazer um 'filme-de-família' e de repente jogar uma sequencia explícita de hardcore sex no meio.

Fox says:
cara.. age of empires! uma saga épica sobre... ovelhas, e porcos. venda de madeira.
Blah says:
quem irá prevalecer após décadas de conflito? exércitos de soldados disciplinados e bem armados? ou hordas de fazendeiros continuamente construindo centros administrativos?

strip search

calvin & hobbes strip search http://www.reemst.com/calvin_and_hobbes/stripsearch
Agora só falta inventarem um desses pra dilbert e wulfmorgenthaler.
Descobri que estão pra lançar Soviet Unterzoegersdorf 2, um interessante Adventure com fotos (mais ou menos o que pretendo fazer pro meu tcc no design). Mas não precisa estar fazendo um tcc nisso pra apreciar o jogo, que tem um setting genial de mini-estado comunista anacrônico: http://www.monochrom.at/suz-game/index_en.htm
Ele foi desenvolvido por um grupo alemão esquisito que tem mil outros projetos, o Monochrom: http://en.wikipedia.org/wiki/Monochrom

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

faroeste_3

soldados ousam provocar um homem com um bigode.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

campo-minado no cinema

Não, isso não é um post sobre as armadilhas da produção cinematográfica. A intenção do título é literal! Realmente estou falando de um filme sobre o jogo campo-minado, que pode ser visto aqui: Minesweeper: The Movie
Fiquei sabendo disso através de email do giu pra redefloripa. Me assusta um pouco o alto nível técnico, que sugere que talvez recursos excessivos foram gastos numa produção dessa natureza. Não que isso seja de todo condenável, considerando o jeito que se joga dinheiro fora fazendo video por aí. Em minha defesa, a nossa produção mais cara até agora foi Mariscos e Miolos, que custou R$72

Esse trailer é muito superior a todos os filmes baseados em jogos que já vi. Sem querer entrar em uma discussão chata do específico de cada meio (se é que é possível identificar alguma especificidade no universo esquizofrênico dos jogos), quero colocar a seguinte pergunta: porque diabos os jogos que escolhem transformar em filmes são aqueles onde a história é a mais desprezível? Aqueles onde os designers não tiveram uma preocupação mínima com a narrativa ou outros recursos dramáticos. O cinema, afinal, é uma arte performática (ouvi isso hoje numa aula). E daí o que acaba virando filme? Doom! O Doom de John Carmack, que tem isso a dizer: "a história nos jogos é como história em filmes pornôs: até existe, mas quem liga?". Tratando-se de jogos FPS como Doom, concordo com ele. O que importa é a dinâmica FPS, a imersão no mundo 3D, as regras de interação do jogo. Tirando isso não sobra nada de interesse. É esse nada que transformam em filme.

Não estou exigindo que façam arte com filme comercial. É evidente que a idéia é se aproveitar da popularidade de certos jogos para convencer gamers burros a verem esses filmes. O problema é que nem isso estão conseguindo! A idéia de transformar jogo em filme é tão ruim, mas tão ruim, que nem dinheiro dá! Alguns que dão mais ou menos certo fazem isso apesar do vínculo com jogos ao invés de graças a ele. E continuam financiando Uwe Boll, um diretor tão patético até do ponto de vista do marketing que suas 'publicity stunts' consistem em desafiar webmasters de sites que criticam seus filmes a lutas de boxe.

Quem sabe um dia param com essa merda e tentam adaptar uns Adventure do Tim Schafer ou quem sabe algum CRPG para o cinema. Esses teriam mais chances de inspirar algum filme decente. O problema é que esses jogos não são pop pra atrair produtoras retardadas.

updates galore!

atualizei fotki e picasa em vários albuns. O update inclui fotos da festa fantasia na casa do briga que rendeu-lhe uma noite na delegacia, da gravação do video do grupo Kasper Hauser de teorias do sujeito, do clipe mariscos e miolos, e mais um monte de merda.
Minhas prediletas são do coral dos zumbis, da nina enforcada, e do thiago pedindo esmola (um cego com síndrome de down com um chapéu estendido perante um soldado cujo uniforme tem uma glande). Há várias fotos do último dia de gravação do faroeste graças a Mayná que ficou de fotógrafa. Uma delas é essa acima desse bloco de texto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

a mesma aula

Desde o início da minha vida acadêmica não passou um semestre sequer em que eu não tive a mesma aula - e o que é pior, muitas vezes uma aula que se extende indefinidamente, preenchendo/substituindo quase todo o conteúdo do que deveria ser a disciplina. O que mais me amedronta é que, através de uma lógica perversa, essa aula consegue confortavelmente se justificar dentro de qualquer ementa. Devido à enorme exposição que alunos tem a essa aula, alguns acabam se tornando "peritos" nela, prontamente invocando certos elementos que, de tão repetidos, foram calcificados no cérebro deles, para desculpar qualquer intervenção estúpida. Ex: o último paragráfo do último post dessa página no fórum de cinema: aqui

Qualquer um que fez uma faculdade de artes (ou letras, talvez design) certamente já sacou de qual aula estou falando. É aquela em que o professor fala do fim das meta-narrativas (ou narrativas mestras, ou grandes narrativas, ou discursos totalizantes do modernismo, etc), onde sai cuspindo um monte de obras e autores vinculados ao pós-estruturalismo (é nisso que reside o "rigor" que eles gostam de afirmar que tem, na sua capacidade de citar Barthes da segunda fase, Derrida, Foucault, Deleuze), e no samba que fazem com 'desconstrução', 'fragmentação', descentramento, desestabilização, etc etc. Toda a tradição anterior a esses autores é simplificada grosseiramente, e os alunos, que já nasceram em uma época pós-moderna nadando no 'fluído' das 'lacunas' dos espaços 'pulverizados', ficam se perguntando o que diabos esses professores ficam falando de coisas que nos são naturais como a mais ousada transgressão teórica. As tentativas do aluno de relativizar ou questionar qualquer coisa é interpretada como vícios positivistas ou resistência estruturalista, um completo absurdo pra quem é da minha geração.

Nunca tive um professor marxista. Desde os 6 anos jogo videogame, onde conceitos como interatividade e intertexto são a regra, e as noções de emissor-receptor nunca existiram, para que eu possa ter visto elas explodirem à luz dos geniais teóricos franceses do nosso século. Ao mesmo tempo que estes seriam os grandes desmistificadores, os dessacralizadores da teoria, os brincalhões que 'jogam', muitos dos professores mais "cuzões" que eu já tive, que cobram as leituras mais miméticas e mais inibem os alunos, são exatamente os que dão esse conteúdo, em meio a outras contradições absurdas entre o que dizem e o que acontece em suas aulas. Hoje tive 'essa aula' do semestre. Pensei que estaria livre, pois nunca me matriculei em tão poucos créditos na vida. Espero que eu esteja enganado, e ela se desenvolva de forma diferente.

domingo, 5 de agosto de 2007

faroeste_2

Ainda não capturei as imagens de hoje, então estou postando mais um 'still' (printscreen tosco de video) do primeiro dia. Essa imagem parecia tão mais bonita em video, com aqueles panos se mexendo ao vento...

Algumas lições da gravação de hoje:
- Pedaços de isopor arremessados por um estilingue de elástico duplo podem causar dor.
- Uma alabarda pode caber dentro de uma sacola plástica, desde que o Gil seja o empacotador.
- Na ausência de autênticos pescadores locais, melhor uma garota indie e uma refugiada da bósnia do que nada.

Como sempre, algumas das coisas mais legais surgiram do momento, da sugestão de atores ou puro acaso:
- O fator 'bola de chiclete rosa' do binho (1 dos soldados maus cospe, o outro coça o saco, o último... estoura uma bola de chiclete).
- O estilingue sorrateiramente armado com o (gil, enquanto soldados maus encaram ele).
- Charles Bronson perneta, que coça as suas coxas com uma mão fantasma (mentow, com o poncho cobrindo sua perna cruzada).

se alguém lembrar de mais alguma coisa, comentem.

sábado, 4 de agosto de 2007

faroeste_1

Começamos a gravar o que estamos chamando de 'filme do faroeste'. Se alguém tiver idéia de um título estamos aberto a sugestões. Trata-se de um faroeste ilhéu (ilhestern) tosco com estilingues no lugar de armas de fogo e havaianas batendo contra a sola do pé ao invés de esporas girando. Nesse cena o Gil (um pescador) está farejando o seu arqui-rival, um pirata/turista argentino interpretado pelo Miojo. Precisamos de figurantes. Próximas gravações serão Domingo e Segunda.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

mulheres não entendem pornografia

Um thread nos foruns da SA chamou atenção para esse artigo: http://nymag.com/nymetro/news/trends/n_9437/
Simplificando grosseiramente, o artigo defende que por causa da popularização da pornografia, o homem comum se excita menos com mulheres. Além disso, leva mais para 'satisfazer' ele (práticas mais 'transgressoras'). Ela também argumenta que as mulheres se sentem menos 'sexualmente poderosas' (ou melhor, seguras no seu desempenho).

Dá pra concordar em parte com algumas coisas, embora irrita o enfoque na indústria pornográfica maldosa do mal que saiu do seu submundo para espalhar maldade porque ela é má e poderosa e má (além de ajudar a propagar o mito da super indústria pornô, que não é verdade como explica esse artigo: How Big is Porn? ). Acho a publicidade e a moda, por exemplo, bem mais culpáveis nos aspectos que eu considero relevantes do artigo, como a perda de auto-estima e promoção de tipos de auto-cobrança pouco saudáveis.

Se é pra discutir os problemas da pornografia, me parece absurdo apontar um deles como a 'perda de libido' do homem (só uma feminista que não vê um homem a 2 décadas pra inventar isso mesmo). Um efeito negativo que parece bem mais coerente de discutir é a forma que algumas mulheres encaram a pornografia como uma espécie de competição. Elas não entendem que para o homem masturbação e sexo são coisas diferentes. O homem parece ver a pornografia muito mais como fantasia. É que nem uma ficção, e daí entramos no mesmo debate interminável de sempre sobre se jogos e filmes violentos deixam a pessoa menos sensível à violência. É a mesma discussão! Eu acredito que o cérebro humano ainda é inteligente e complexo o suficiente para diferenciar essas imagens da realidade. Ainda há mistério e excitação em transar ou matar uma pessoa, independente de quantos videos tu veja disso. Não vou sentir medo se eu tiver presente numa guerra, só porque vi filmes de guerra? Não vai ter graça apertar o gatilho na cabeça de uma pessoa, só porque eu já vi mil vezes alguém serrado ao meio por uma moto-serra? São terrenos diferentes.. o artigo cita Pavlov, onde um cachorro é condicionado a comer através de um sino, como analogia para o efeito da pornografia sobre o sexo. É ridículo! No máximo, se admitirmos que o homem é igual a um cachorro num ambiente controlado, pode-se dizer que a associação que ocorre é entre a pornografia e a masturbação, não entre ela e sexo.

Não nego que a pornografia tem efeitos sobre as expectativas do homem, ela no mínimo chama a sua atenção para práticas que seriam mais difíceis de descobrir e executar. No entanto, essas práticas podem ser positivas também. Quando falavam de pornografia, era sempre como se fosse algo violento e estúpido, degradasse as mulheres, explorasse sempre o pior lado dos desejos humanos, mostrando o homem gozando ao custo do sofrimento e subjugação da mulher.
Não é verdade. O tipo mais comum de pornografia mostra a mulher também se divertindo, porque o homem comum se excita ao ouvir mulheres gemendo de prazer, alegre, rindo, etc. O "gênero" de squirting (ejaculação feminino) é mais popular que simulações de estupro e vídeos sádicos, por exemplo. Alias, só chamar a atenção para a ejaculação feminina pode até ser visto como uma espécie de serviço público, incentivando casais pra tentar entender como diabos isso funciona (metade da sociedade ainda insiste que isso sequer existe, a maioria acha que é xixi, ou que só algumas mulheres treinadas por anos num bordel indiano conseguem).

Sobra o argumento de que, vendo pessoas se divertindo tanto fazendo coisas complicadas com dotes incomuns (pintos e peitos gigantes, por exemplo), deixaria pessoas normais frustradas com sua incapacidade de se ver em situações semelhantes. Mas isso é natural de uma fantasia, oras. Então todas as artes que representam qualquer coisa que não se esforça para o maior naturalismo documental possível são culpáveis por gerar frustração? Todos os filmes devem falar do cotidiano do homem comum? Sem falar que a internet, por mais que nos exponha a coisas que fazem a gente se arrepender de ter vindo ao mundo, parece que tá ajudando a popularizar outro tipo de pornografia, na linha amadora mais realista, em oposição aos excessos da indústria pornô tradicional.

É engraçado reparar como a crítica da pornografia agora tá tentando uma estratégia absolutamente oposta a antigamente. Com o tempo mostrou-se que a exposição à pornografia não tornou os homens violentos psicopatas viciados em sexo. Agora ao invés de maníacos por sexo, a pornografia torna os homens desinteressados por ele! Ela prejudica a libido! É hilário! Qual será a próxima abordagem? Uma junção das duas? A pornografia torna o homem bipolar? Já sei! Ela deixa ele desinteressado por sexo, até o sexo começar, daí ele vira um estuprador.

Um homem também não cansa de uma mulher porque vê outras peladas todo dia em anúncios. Não é a pornografia que faz ele querer sexo anal ou gozar na cara da garota. A mulher que escreveu esse artigo acredita que em culturas de maior repressão sexual, onde só o marido pode ver o cabelo da mulher, essa mulher se sente 'mais tesuda', e a relação sexual dela com o marido é melhor. Como se alguma espécie de 'mistério glorioso do sexo' existisse na ignorância do cara sobre sexo e a ausência de outras imagens sexuais na vida dele. Como se ele nunca fosse se cansar da mulher dele, ou querer experimentar coisas diferentes, só porque não é corrompido pelas imagens da indústria pornográfica. O artigo nega a complexidade da psique humana, e trabalha com uma definição muito esquisita de mistério.

Mas isso tudo não é negar os horrores da proliferação totalmente livre de putaria na internet. Na primeira fase do curso de cinema um prof. pediu para escrevermos um texto sobre o que nos causa horror. Eu escrevi isso: horrores da pornografia (título roubado do Horrors of Porn da SA, que documenta tais horrores).

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

putas pagas

Tem país onde o governo tem mais dificuldade pra descobrir o que fazer com o imposto do que aqui! http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/4309012.stm

Acho que os feios deveriam ter esse apoio também. Eu pessoalmente prefiro comer uma linda garota maneta/sem uma perna do que uma gorda e feia. Como é que fica? Porque o aleijado ganha prostitutas do governo e um cara/garota desdentada não? Se bem que em países como a dinamarca aposto que unha encravada já é o suficiente pra conseguir um atestado de deficiência.

Outra parte que achei interessante na notícia é que a prostituíção é permitida, desde que a garota tenha um outro emprego normal também. Uma guria não pode nem chupar um pinto sem ter que ser garçonete ou alguma porra assim! Acho extremamente imoral fazer essas garotas se degradarem nesses sub-empregos só pra poderem ser prostitutas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

fortalezas multimedia!!!

Pesquisando locação pro novo curta do faroeste esbarrei nessa pérola: CD-ROM Fortalezas Multimedia
Multimidia significa a capacidade de armazenar um monte de merda de mídias tradicionais em baixa qualidade. É interessante reparar como a publicidade se dá em torno de valores quantitativos: "146 seções temáticas contendo mais de 2 mil imagens, 3 mil páginas de textos e 18 minutos de vídeo". Um CD desses é uma espécie de gaveta mágica encantada por um feiticeiro sádico debilóide. Tu abre ela e encontra uns livros, uns albuns de fotografia, e uma fita de video. Mas os livros só podem ser lidos de cabeça pra baixo, as fotos são todas espelhos uma das outras, e a fita de video só funciona se tu alimentá-la com um pedaço decepado do próprio corpo.

A outra parte da propaganda fala de interatividade e realidade virtual. Geralmente, sentimentos negativos (pra ser delicado) tomam conta de mim quando vejo esses conceitos serem mencionados até no universo dos jogos eletrônicos contemporâneos, quem dirá num cd-rom (quem ainda fala o -rom depois do cd, por sinal?). O multimedia desses cds não reflete nenhuma espécie de convergência de mídias, mas só um arquivamento que, quando não compromete o conteúdo (nem torna o seu acesso mais doloroso), ainda assim não faz nada para torná-lo mais interessante.

O mais legal é que não se trata de uma dessas páginas esquecidas nos recessos da internet, que existem somente para que possamos rir de sua anacronia. Ela traz notícias de 2007 !
Nada contra esforços de registrar e catalogar material referente a uma coisa tão legal quanto fortalezas, mas bem que podiam tomar um cuidado pra não fazer o visitante se sentir no início da década de 90 jogando Myst no PC do pai.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Paula Virilia e a teoria poética

sabem aquele livro do sokal (o cara da hoax sokal affair), Imposturas Intelectuais (fashionable nonsense)? Ele basicamente questiona a escrita (sobretudo em relação a estilo) de pensadores atuais, principalmente associados ao pós-estruturalismo. O livro se detém na análise de trechos de 6 caras. Eu já tive aula sobre 5 deles. Eu já tive semestres inteiros sobre um ou outro. Um deles é Paul Virilio.

Paul Virilio gosta de passar o seu tempo inventando conceitos como dromologia e picnolepsia, fazendo afirmações como "a globalização é a velocidade da luz", e escrevendo frases com mais de 120 palavras sem ponto-e-vírgula em francês. Eu jurava que passado essa disciplina eu teria uma vida longa e saudável sem nunca mais ler uma página dele. Eis que, por livre e espontanea vontade, acabei retomando o maldito pra escrever o trabalho final de uma disciplina nesse último semestre. Um trabalho sobre o filme Tetsuo.

Porque diabos fiz um trabalho com um autor que eu odeio em cima de um filme baseado num manga, outra coisa que eu odeio? A resposta é: para escrever frases como "... utiliza a geometria dos fractais de Mandelbrot para discutir as interrupções do ritmo da consciência humana e as “irrupções morfológicas” na dimensão física". Isso e o pinto-broca da imagem acima. Eu sempre quis saber se eu poderia escrever parecido com esses caras, até pra poder xingar eles melhor. Ainda estou longe do nível deles, mas não me parece mais uma coisa tão insana como antes.

Esse post foi um saco, qualquer hora apago ele. Na real eu só queria botar essa imagem do pênis mecânico do moço. Se alguém tiver curiosidade pra saber mais de Tetsuo ou ver como ficou meu exercício de escrita pós-estruturalista, o texto tá aqui.


segunda-feira, 30 de julho de 2007

meta pra dedeu

Foto de eu tirando uma foto de eu tirando uma foto do gil preparando o bote de garrafas para o pirata argentino QUE EU AINDA NÃO TENHO pilotar no canal da barra pro nosso curta novo.

Na redefloripa o Saulo deu uma boa dica de um programa simples que te deixa estuprar os .pdf a vontade: http://pdfill.com/download.html Eu geralmente re-digitava o que eu queria roubar deles pra trabalhos, porque eu digito em lGHITNING SP3#Dz e copio livros inteiros mais rápido do que o tempo de achar e baixar um programa como esse (12 a 15 segundos, conforme sua conexão), mas já que o Saulo esbarrou num e fez o serviço público de postá-lo na lista, estou fazendo minha parte divulgando ele aqui.

domingo, 29 de julho de 2007

doenças para todos

se tem uma coisa que a medicina moderna nos ensinou é que tu não é preguiçoso, chato, ou burro, mas sim vítima de alguma doença sofisticada. Mais e mais pessoas estão correndo atrás do diagnóstico de certas mazelas da moda para se sentirem desculpadas e poder exigir respeito e aceitação.

Não há mais babacas anti-sociais, há vítimas da síndrome de Asperger, que são inteligentes e focados demais pra ter humor ou empatia.
Qualquer pessoa capaz de transitar no impressionante espectro de emoções entre estar bem feliz e estar triste pode brigar pelo seu reconhecimento no seleto grupo dos bipolares, que muito mais que uma disordem virou um certificado de criatividade.
Você é distraído, impulsivo? É tudo culpa do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Tu não deixa de fazer algo por preguiça, tu só não pode evitar ser uma pessoa esquecida.

Tem várias outras, mas só essas 3 já devem acometer 83% da população adolescente e universitária (afinal, tem que ter alguma educação pra conhecê-las) do mundo. Saiu uns dias atrás excelente artigo na Somethingawful sobre isso, se baseando na 'epidemia' do asperger: http://www.somethingawful.com/d/news/aspergers-zeph-mercurial.php

sábado, 28 de julho de 2007

sexo

muito preguiçoso pra se mexer durante sexo? Os japoneses tem a solução!
http://stage6.divx.com/user/tgordo49/video/1393373/Foreign-ad-for-Jap-sex-chair!
[edit: tiraram do stage6, mas olha onde eu achei o mesmo video: http://youporn.com/watch/18478 ]

Finalmente terminei Grim Fandango, tido por muitos como o último grande Adventure. Ele merece a fama, apesar de uma das piores interfaces de controle de personagem que já vi. O universo noir- purgatório mexicano é brilhante. Acho os mundos de Tim Schafer (que além de Fandango tb fez Day of the Tentacle, Full Throttle, e os 3 primeiros Monkey Island) muito mais interessantes do que qualquer coisa do Tolkien ou da J.K.Rowling (quem sabe ele devia escrever uns livros).
Mas confesso que não gostei do último dele, Psychonauts (embora foi muito premiado, e não só pela merda da gamespot e ign, mas na GDC e bafta tb. Mas não é como se a concorrência na área de roteiro/texto e humor fosse muito alta no universo de jogos...)

Confissões Amorosas 02

oi genti :** tudu bom kom 6??!?! aki tah td ótimisisimuuuuu!!!!!

konsegui algu ke eu keria a mtu...jah faz algum tempu.................. huahuahua...soh ke ninguem sabia!!!!! mas eu konsegui!!!!!!!!!! nossa...to mtu feliz...... msm eu naum to acreditanu ke ele gosta msm d mim neh??!?! issu eh apenas 1 detalhezinhu d nada...... é a frasezinha que eu fiz pra ele(eh q eu num lembru o nome dessas frazisinhas):

antIxXx eu Naum saBiAh...+ AGorAH AxXxu Ki sEi...
VUxXxE poDI NAUM mE AMAH...+ eU SeMpRe tI aMArei!!!!!!

aaaa...ti linduuu!! neh?! hiIHihihihii..aa...eu num flei ainda....eu voltei a fla cum o pedrinhu....nusss....jah faiz tmpo....+ eu num tinha fladu =D....bom,agora eu jah vo inu

bjinssssssssssssss

fui**

ps. escrevi esse post em homenagem à nobre iniciativa de promover o cânone literário pras pré-adolescentes: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Imagem:Xeyk.jpg e http://images.uncyc.org/pt/b/b0/Miguxes-niti.jpg

shooter

na redefloripa tava rolando um hype do filme Shooter.
Até que é legal pra quem tem o hábito de jogar de sniper nos FPS, eu me diverti vendo mira scope e headshots. O problema é quando o herói do filme passa de sniper a agente splinter cell, e daí para rambo, correndo com um fuzil e metralhando soldados que vão se jogando na frente dele. Eu já acho esse tipo de coisa irritante em filme de ação por si só, ou ao menos nesses filmes de ação que se levam mais a sério, mas no shooter é especalmente ruim. Num momento o cara está calculando o vento, a umidade, e a TRANSLAÇÃO DA TERRA pra conseguir acertar o tiro a 2km de distância, no outro ele está dando cambalhota e explodindo um exército enquanto os tiros de um helicóptero vão perseguindo o calcanhar dele. Parece que foi dirigido por 2 caras, um obcecado com detalhes realistas de armas e outro que só queria ver coisas pegando fogo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

procura-se argentino

vamos começar a gravação de um faroeste e falta alguém pra fazer um pirata argentino (hábil com estilingues). se alguém ler isso e se animar, fale comigo. A pessoa precisa estar disposta a arriscar a vida navegando um bote feito de garrafas pet no canal da barra. A gravação será semana que vem

poesia

O Paulo (mano zé) me enviou recentemente esse belo poema por email:

Oh, Fezes!

interior negro e anóxico
de imensa dor disentérica
fonte de odores impuros
nascidos das profundezas do bucho.

luto contra sua força inexorável
De rumar à alva luz anal
sinto o sabor salgado do suor
fecho os olhos em uma careta de agonia.

Borrei-me.
Borrei-me feio.

Eu respondi mostrando minha apreciação em verso:

Tal como o esfíncter que aperta e retrai,
suas ondulações, ululantes, comovendo a glande aventurosa,
assim sinto meu smegma gotejar
diante da leitura de sua obra primorosa

quinta-feira, 26 de julho de 2007

golfinho

alguém me disse que a página tava meio gay, então acresentei ao cabeçalho um golfinho morto que fotografei em ponta das canas durante uma festa na minha casa de praia.
ps. atualizei o fotki com fotos do making-of do filminho Roa Bastos e outras coisas como essa série do golfinho

quarta-feira, 25 de julho de 2007

videos 2007.1

os 4 videos abaixo foram os trabalhos em video que participei semestre passado
Não vou colocar eles no youtube, porque não tenho saco e me chamem de fresco se quiserem, mas esses videos foram feitos pra serem vistos do início ao fim em tela cheia, não pra ficar esperando buffer e ver em resolução e compressão ridícula de site de video. Posso fazer cópias em DvD (se me derem DvD), passar via MSN, ou então daqui uns meses posso resolver fazer um torrent com os melhores.

Trombada - nem-tão estranhos prazeres

Baseado em Crash (Cronenberg)
Gravado na festa da laranja.
para Teorias do Sujeito, prof. Rafaelli
realização: Blah, Carla, GBA, Lucian
auxílio: Naara, Nina (participação especial: Gil)
Foi hilário gravar isso, a toskera da festa da laranja se infiltrando em cada plano. Vou ter cautela em divulgar isso, pois pode render um processo por pedofilia

Electra

clipe sobre fantasias de uma garota
com música The Beat Goes On (versão Buddy Rich - o vocal é da filha dele que então tinha 13 anos)
realização: Carla, Nina, Blah
atores: Maria Cecília (garota), André Zacchi (pai), Marcelo, Phillip, Naara, Carla, Blah, Nina, GBA, Gil, Maitê, Lucian
auxílio: Fábio e Teatro Armação
feito pra Teorias do Sujeito, prof. Rafaelli e Videoclipe, prof. Aglair

Trem Entre as Rosas

baseado em contos do Roa Bastos para
Teoria do Roteiro II, prof. Rosana
gravado no mangue
realização: turma inteira (quinta-fase em 2007.1)
atores: Gil Caruso, Marcelo Cabral, GBA, Jucílio, André, Angelo, Paulo, Daniel, Bruno, Lucian, Stefano, Tiago

clipe Mariscos e Miolos

baseado no curta Mariscos e Miolos
realização: profanadores da SHAPT, Blah, Carla.
atores: uns cara da shapt, mais uns maluco daqui e dali
feito em Videoclipe, prof. Aglair
um coral de zumbis, um exército de crianças-zumbi, e muito muito mais

videos legais de tempos passados

fiz esse blog pra listar os videos realizados de forma um pouco mais organizada, quando comecei a perceber que eu próprio não sabia mais ao certo o que andei fazendo.
Eu ia só listar os últimos videos e usar como uma espécie de diário de gravação e modo adicional de apelo por atores/objetos cênicos/botes infláveis, mas resolvi tb listar videos antigos que eu gosto. Lá vai... (continua em 'postagens mais antigas')

Mariscos e Miolos

Video que fizemos pra disciplina de História da Arte na UFSC.
Na imagem acima, o pirata Chico Drake aguarda o ataque de zumbis-surfistas.
Nossa única produção até agora com um site: http://www.shapt.com.br/miolos
Contamos com ajuda da SHAPT pra trilha sonora e na atuação. É possível pegar esse filme via torrent (o .torrent está no site) . Nas estatísticas da demonoid ele já foi baixado 722 vezes!

Era Uma Vez na Lagoa

video pra disciplina Expressão Escrita II. Com direito a perseguição de barco e uma vaca atrapalhando o trânsito, além de um duelo épico num terreno descampado (acima). A idéia partiu de uma sequência de fotos de contraste urbano/rural que vi do meu irmão (marcelo cabral), reproduzidas nos planos iniciais do filme. O final é uma gozação com o teórico cultural Paul Virilio, que nos atormentou na disciplina.

Macarronada Azul

Documentário sobre uma lan party (redes) da Redefloripa com umas avacalhação ficcionalizadas no meio. Feito para disciplina de narrativa cinematográfica, prof. Faganelo. Dá pra ver no google video esse: http://video.google.com/videoplay?docid=-4847229896864686277&hl=en

Guitar Hero Vs Metal God

O Duelo Letal do Desafio Mortal do Último Confronto Final: O Derradeiro Embate Decisivo. Feito para disciplina de história da arte. http://video.google.com/videoplay?docid=5589433419349089252&q=guitar+hero+vs+metal+god

posmodernidade

Documentário com vários depoimentos de grandes teóricos como Lyotard e Stuart Hall sobre a pós-modernidade. feito pra Produção e Análise Gráfica II, prof. Mauro (design-udesc)
tb no googlevideonesse link aqui

sandgirl

A saga de um estudante de design da UDESC, do ingresso no vestibular até a insanidade derivada da frustração com a ruindade do curso. Video feito com fotos com a Bibiana pra Produção da Imagem em Movimento I, prof. Brandão. link aqui

Picardias de um Quarentão

Exercício de Montagem Cinematográfica, pro Pommer, que fiz com o lucian e a debora. A proposta era re-editar o filme Vertigo, de Hitchcock, em uma história de 5 mins de duração. link aqui

Design

video que fiz com o Alves pralguma disciplina dele que eu não lembro mais qual era. Esse video acabou circulando um bocado entre designers, e foi roteirizado, gravado, editado em 2 dias (inclusive a musica, com ajuda do giuliano, frango, paulo)